segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Endireita UEM

Nos últimos anos os estudantes da UEM vivem um dilema toda vez que vão votar no DCE: Votar na extrema esquerda, na esquerda radical, na esquerda clássica ou não votar. A consequência primeira desse viés político é a inanição dos estudantes do bem no processo democrático dentro da universidade, restringindo o movimento estudantil aos atuais baderneiros e pichadores. As atuais gestões de esquerda parecem que tem preguiça intelectual ou não sabem se comportar em uma sociedade organizada pois preferem bater panelas, fazer atos inúteis ou depredar o patrimônio da Universidade com invasões por fins exclusivamente políticos. A UEM possui vários conselhos que funcionam como o centro de decisões financeiras, pedagógicas e administrativas das quais em todos os estudantes possuem assento com direito a voz e voto, assim como os professores e funcionários, ou seja, órgãos institucionalizados e funcionais para a resolução de conflitos de forma justa e democrática. O problema da esquerda nesses conselhos é que os valores da democracia não fazem parte de seus ideários, a esquerda espera por uma revolução do proletariado que vai instaurar o comunismo e só aí as injustiças do capitalismo seriam resolvidas. Então, se o representante esquerdalha dos estudantes percebe que não vai ser daquela reunião que sua reivindicação será acolhida, ao invés de melhorar sua argumentação lógica para a próxima reunião e resolver as pendencias pelas vias institucionais e democráticas, aplica o plano de iniciar a revolução bolchevique no mundo invadindo a reitoria ou pichando ofensas a honra do reitor.
Mas se as falhas da esquerda ficassem restritos ao circo da revolução, tudo bem, poderíamos rir deles e continuar estudando do mesmo jeito. Acontece que a mentalidade da esquerda não aceita conceitos simples como a maximização do bem estar coletivo já que Marx não os previu em "O capital" e os estudantes sofrem as conseqüências sem notar que a responsabilidade paira justamente na intransigência do DCE.
Apenas um exemplo de como o DCE pode mais:
Inúmeras foram as tentativas da direção da universidade em corrigir pelo menos a inflação no preço do tíquete do RU e qualquer tentativa nesse sentido ocasionava panelaços e invasões ao RU em movimento de massa tipo "pula catraca". Resultado: Quanto mais a demanda e o preço dos alimentos subiam, maior é o subsídio da Universidade no restaurante e como todos nós sabemos (ou pelo menos deveríamos saber) a Universidade possui recursos limitados e para colocar o dinheiro no RU tem q sair de algum lugar e esse lugar (no caso da UEM) parece sempre que é da bolsa estágio.
Pretendemos iniciar um debate junto a reitoria e a comunidade acadêmica para subir o preço das refeições dos atuais R$1,30 para R$2,50, preço que garante autonomia financeira ao RU. Exigiremos melhoria imediata na qualidade dos alimentos e que a parcela dos subsídios antes destinados ao RU sejam aplicados em bolsas de pesquisa e extensão e aquisição de livros para a biblioteca. Ninguém vai morrer de fome e os estudantes alcançariam , no linguajar econômico, uma curva de utilidade maior.