Nos últimos anos os estudantes da UEM vivem um dilema toda vez que vão votar no DCE: Votar na extrema esquerda, na esquerda radical, na esquerda clássica ou não votar. A consequência primeira desse viés político é a inanição dos estudantes do bem no processo democrático dentro da universidade, restringindo o movimento estudantil aos atuais baderneiros e pichadores. As atuais gestões de esquerda parecem que tem preguiça intelectual ou não sabem se comportar em uma sociedade organizada pois preferem bater panelas, fazer atos inúteis ou depredar o patrimônio da Universidade com invasões por fins exclusivamente políticos. A UEM possui vários conselhos que funcionam como o centro de decisões financeiras, pedagógicas e administrativas das quais em todos os estudantes possuem assento com direito a voz e voto, assim como os professores e funcionários, ou seja, órgãos institucionalizados e funcionais para a resolução de conflitos de forma justa e democrática. O problema da esquerda nesses conselhos é que os valores da democracia não fazem parte de seus ideários, a esquerda espera por uma revolução do proletariado que vai instaurar o comunismo e só aí as injustiças do capitalismo seriam resolvidas. Então, se o representante esquerdalha dos estudantes percebe que não vai ser daquela reunião que sua reivindicação será acolhida, ao invés de melhorar sua argumentação lógica para a próxima reunião e resolver as pendencias pelas vias institucionais e democráticas, aplica o plano de iniciar a revolução bolchevique no mundo invadindo a reitoria ou pichando ofensas a honra do reitor.
Mas se as falhas da esquerda ficassem restritos ao circo da revolução, tudo bem, poderíamos rir deles e continuar estudando do mesmo jeito. Acontece que a mentalidade da esquerda não aceita conceitos simples como a maximização do bem estar coletivo já que Marx não os previu em "O capital" e os estudantes sofrem as conseqüências sem notar que a responsabilidade paira justamente na intransigência do DCE.
Apenas um exemplo de como o DCE pode mais:
Inúmeras foram as tentativas da direção da universidade em corrigir pelo menos a inflação no preço do tíquete do RU e qualquer tentativa nesse sentido ocasionava panelaços e invasões ao RU em movimento de massa tipo "pula catraca". Resultado: Quanto mais a demanda e o preço dos alimentos subiam, maior é o subsídio da Universidade no restaurante e como todos nós sabemos (ou pelo menos deveríamos saber) a Universidade possui recursos limitados e para colocar o dinheiro no RU tem q sair de algum lugar e esse lugar (no caso da UEM) parece sempre que é da bolsa estágio.
Pretendemos iniciar um debate junto a reitoria e a comunidade acadêmica para subir o preço das refeições dos atuais R$1,30 para R$2,50, preço que garante autonomia financeira ao RU. Exigiremos melhoria imediata na qualidade dos alimentos e que a parcela dos subsídios antes destinados ao RU sejam aplicados em bolsas de pesquisa e extensão e aquisição de livros para a biblioteca. Ninguém vai morrer de fome e os estudantes alcançariam , no linguajar econômico, uma curva de utilidade maior.
Oi,
ResponderExcluirPelo visto você critica o que têm visto, mas se a gente só vê e não vai conhecer o que critica a análise fica superficial, vira achismo.
Alguma vez você foi a alguma reunião da atual gestão? Como foi? A que documentos você teve acesso? Compartilhe conosco.
Obrigada.
"Essa foi a gestão do DCE que melhor ocupou as cadeiras nos Conselhos Superiores, participando ativamente de todas as reuniões e decisões, sempre defendendo e representando os estudantes" Palavras de um Diretor de Centro que compõe o CAD. Palavras que só confirmam, algo que apenas alguns - por rancor político e idelógico, falta de uma análise séria e fiel à realidade, que são os limites do próprio horizonte intelectual da ideologia que acreditam e defendem - não querem enxergar. Algumas das conquistas, que são apenas um avanço, mas não a resolução dos problemas da universidade; xerox da BCE à 0,07 centavos, melhora efetiva (embora ainda pequena) na comida do R.U, defesa dos bolsistas, conseguindo manter seus salários ao menos. Essas conquistas foram tbm conseguidas pela via burocrática e institucional - que vocês tanto prezam. Os atos e a ocupação da reitoria por exemplo, que vocês chamam de baderna e panelaço, serviram para reforçar essa luta em todos os ambitos, além de que mobilizaram muita gente - tanto alunos, quanto servidores e professores -, escancaram para toda a comunidade academica, problemas estruturais que a UEM e a educação pública brasileira sofrem. Parabéns gestão Movimente-se UEM!
ResponderExcluirEsta ladainha está me cheirando à boa e velha burocracia stalinista vira-casaca disfarçada de progressismo. Baita conluio político muito bem tramado. Teremos cuidado ao lidar com vocês, bagres. Sua trajetória já é conhecida. Suas mentiras não colarão.
ResponderExcluirAnos e anos de esquerda no DCE seja ela stalinista, trotskista, leninista ou Lulista e os "avanços" apresentados aos estudantes são tão marginais (tão marginais quanto alguns dos atuais membros do DCE) e os ignorantes aplaudem. Aplaudem pq não tem conhecimento de como a UEM pode mais com uma gestão eficiente dos recursos do DCE. Mas há esperanças de um dia essa instituição pública de ensino superior gratuita e de qualidade se endireite.
ResponderExcluirE caso não tenha visto, Sr. Antonio, isso aqui não é a "boa e velha burocracia stalinista vira-casaca disfarçada de progressismo", a eficiência de gestão, com compromissos éticos e não ligado a partido algum. Numa gestão endireitada, dinheiro dos estudantes não vai ser usado para levar baderneiros em viagens de cunho partidário. Numa gestão endireitada, caso seja necessário ter funcionários no DCE, os mesmos terão os seus direitos de trabalhadores assegurados, de forma a não deixar qualquer tipo de passivo jurídico-trabalhista pendente e sujando o nome, digo, CNPJ do DCE.
Comentário de fundo poético: A sinestesia anda solta por aí... tão sentindo até cheiro de coisa extinta.
ResponderExcluirVocê já conversou com os funcionários do RU??? Sabia que a carne que eles compram são carne de primeira e que os alimentos em geral são de excelente procedência.
ResponderExcluirSABE QUAL É O PROBLEMA DO RU??? FUNCIONÁRIOS !!!!! o RU NÃO TEM FUNCIONÁRIOS. E quem é que contrata os funcionários? O governo do ESTADO. O preço do RU pode ser R$ 5,00 que sem MAIS funcionários não vai melhorar em nada. E quem libera a contratação?? O governo do Estado a UEM não tem autonomia para contratar funcionários.
Não é subsidiar o RU que provoca falência na Universidade. Os orçamentos para bolsa é diferente do orçamento do RU. Não é realocado dinheiro lá da bolsas. São duas rubricas diferentes do governo do Estado. Então, por favor não fale besteira, pegue o orçamento geral da UEM na Reitoria e estude antes de falar.
O RU poderia ter mais funcionários se tiver renda (própria ou governamental) para tal fato. Um aumento do tiquet aumenta as receitas próprias do RU, certo? Então sobraria dinheiro no caixa para contratar novos funcionários e melhorar a infraestrutura do RU. Isso tudo vai alterar as previsões (e provisões) orçamentárias do RU, logo a parte do governo receberá uma planilha do Excel bem diferente da que ela recebe hoje. Na planilha terão números azuis e não vermelhos. A par desses novos dados o governo tomará as decisões que lhe for cabível para maximizar a utilidade de seu orçamento restrito
ResponderExcluirnuma situação hipotética:
As verbas são limitadas em um valor X;
Verbas de subsídio para o RU são A e
Verbas para bolsas são B
Ora, Se A + B = X e
se na planilha do excel com números vermelhos de A no tempo presente (t0) são substituidos por números azuis da nova planilha contendo a estimativa de receita com preço maior do tiquet em t1, teremos uma nova variável c aparecendo na equação acima:
a + c + B = X ; com a + c = A
(obs: para quem tem pouco costume com a linguagem matemática, recomendo a releitura deste trecho)
Em t1, momento da tomada de decisão do próximo orçamento por parte da universidade, esta poderá optar em:
* realocar c em B ( c + B = b )
* ou realocar em qualquer outra parte do orçamento fora de X ( X - c = x ; logo x < X )
Logo temos dois cenários para o futuro:
1)a + b = X ou
2)a + B = x.
O cenário 1 é mais interessante para os estudantes e é esse cenário que será defendido pelo DCE junto a instituição em seus órgãos internos de tomada de decisões).
As contas acima foram só para mostrar a possibilidade estatística de que um aumento do tiquet do RU eleve as bolsas de estudo. Posso desenhar um gráfico posteriormente para facilitar o entendimento.
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Acreditamos na boa fé da instituição UEM em nos assegurar um ensino público, gratuito e de qualidade. Acreditamos que se o órgão máximo dos estudantes o DCE apresentasse o projeto RU R$2,50 com números azuis numa planilha do excel aos representantes do corpo docente, dos funcionários e quiçá ao reitor, os mesmos olhariam com outros olhos as reivindicações de mais funcionários para o RU e mais qualidade na alimentação e melhorias na infraestrutura do RU e quiçá mais bolsas de estudo. Acreditamos que uma boa planilha tem mais argumentos lógicos e racionais para uma causa que uma barricada ou depredação do patrimônio público.